· Mayara Moreira de Deus · 7 min read
Dor de Ouvido em Crianças e Otite em Goiânia — Dra. Mayara Moreira de Deus (Otorrinolaringologista Pediátrica)

Dor de ouvido em criança: o que fazer e quando procurar um otorrino pediatra em Goiânia?
É quase sempre à noite. A criança que dormia tranquila acorda chorando, leva a mão à orelha, não aceita deitar do lado. Em bebês, nem isso: é só choro inconsolável, febre e recusa da mamada.
A dor de ouvido é uma das queixas mais frequentes da infância — e a otite média aguda é sua causa mais comum. A boa notícia é que a maior parte dos casos tem resolução simples quando bem conduzida. A parte que exige atenção é outra: quando as otites se repetem, elas podem afetar a audição em uma fase decisiva para a fala e o aprendizado.
Em Goiânia, a Dra. Mayara Moreira de Deus, otorrinolaringologista com atuação em otorrinolaringologia pediátrica, atende crianças com dor de ouvido, otites de repetição e perda auditiva, investigando não só o episódio atual, mas a causa por trás da repetição.
Por que criança tem tanta otite?
Não é coincidência nem falta de cuidado dos pais. É anatomia.
A tuba auditiva — canal que liga o ouvido médio à parte de trás do nariz — é responsável por ventilar e drenar o ouvido. Na criança pequena, ela é mais curta, mais estreita e mais horizontal que no adulto. Resultado: secreções do nariz chegam com facilidade ao ouvido e saem com dificuldade.
Some-se a isso:
resfriados frequentes, principalmente nos primeiros anos de creche; adenoide aumentada, que bloqueia a saída da tuba auditiva; rinite alérgica mal controlada; exposição à fumaça de cigarro; uso de mamadeira na posição deitada; períodos de ar seco e poeira — bastante relevante em Goiânia na estiagem, entre maio e setembro, quando a mucosa nasal fica irritada e as infecções aumentam.
Por isso, a otite quase nunca é um problema “do ouvido” isolado: ela costuma começar no nariz.
Os principais tipos de otite
Otite média aguda — infecção com pus atrás do tímpano. Dor intensa e de início rápido, febre, irritabilidade. Às vezes o tímpano se rompe e sai secreção pelo ouvido: a dor alivia de repente, mas isso exige avaliação.
Otite média com efusão (secretora) — líquido parado atrás do tímpano, sem dor e sem febre. É a mais silenciosa e a mais traiçoeira: muitas vezes só é percebida porque a criança aumenta o volume da TV, pede para repetir as frases, parece distraída ou atrasa a fala.
Otite externa (“otite do nadador”) — infecção do canal do ouvido, comum no verão e em quem frequenta piscina. Dói ao puxar a orelha e costuma vir com coceira e inchaço do canal.
Cada tipo tem tratamento diferente — e é justamente por isso que o diagnóstico correto importa mais do que o remédio.
Sinais de alerta nos pais devem observar
Em crianças maiores, a queixa é direta. Em bebês, é preciso ler os sinais:
choro intenso e inconsolável, principalmente ao deitar; mão insistente na orelha ou no rosto; febre sem outro foco aparente; recusa da mamada (sugar aumenta a pressão no ouvido e dói); sono fragmentado e irritabilidade fora do habitual; saída de secreção amarelada pelo ouvido; não reagir a sons baixos ou não atender quando chamada; atraso no desenvolvimento da fala; queixa dos professores sobre desatenção.
Procure atendimento imediato se houver dor intensa que não cede, febre alta persistente, inchaço ou vermelhidão atrás da orelha, orelha deslocada para fora, tontura intensa ou alteração no rosto.
O que fazer na crise, antes da consulta?
Enquanto organiza o atendimento, algumas medidas ajudam:
Analgésico simples (paracetamol ou dipirona), na dose já orientada pelo pediatra da criança — é o que realmente alivia a dor; Manter a cabeça mais elevada para dormir, o que reduz a pressão no ouvido; Compressa morna sobre a orelha, por alguns minutos; Oferecer líquidos com frequência.
O que não fazer, nunca:
pingar óleo, azeite morno, água oxigenada, chá, leite materno ou qualquer receita caseira dentro do ouvido; usar cotonete ou qualquer objeto no canal auditivo; reaproveitar antibiótico ou gota de ouvido de um episódio anterior — se o tímpano estiver perfurado, certas gotas são contraindicadas; iniciar antibiótico por conta própria: boa parte das otites é viral e não responde a ele. Como é a avaliação com a especialista
A consulta vai além de olhar o ouvido:
História detalhada — número de episódios no ano, uso prévio de antibióticos, quadro respiratório, roncos, frequência em creche, alergias. Otoscopia — exame do tímpano com equipamento adequado ao tamanho do canal infantil. Avaliação do nariz e do cavum — inclusive nasofibroscopia quando necessário, já que a adenoide aumentada é uma causa frequente de otites de repetição. Exames auditivos — audiometria e imitanciometria, que medem a audição e detectam líquido atrás do tímpano, mesmo sem sintomas. Plano individual — tratamento do episódio atual e, principalmente, estratégia para interromper o ciclo de repetição. Otites de repetição: quando o problema deixa de ser pontual
Episódios frequentes — ou líquido que permanece no ouvido por meses — merecem investigação a fundo. As condutas possíveis incluem:
controle da rinite alérgica e cuidados com a mucosa nasal, em especial no período seco de Goiânia; lavagem nasal com soro fisiológico, feita na técnica correta; tratamento da adenoide aumentada, clínico ou cirúrgico; acompanhamento auditivo seriado, para garantir que a audição está preservada; tubo de ventilação (carretel) — dispositivo minúsculo colocado no tímpano em cirurgia rápida, que drena o líquido e ventila o ouvido. Indicado quando a efusão persiste com impacto na audição ou quando as infecções se repetem apesar do tratamento clínico.
O objetivo é sempre o mesmo: proteger a audição na janela em que a criança está aprendendo a falar.
Audição e desenvolvimento: por que não dá para esperar
Uma criança com líquido no ouvido ouve como quem está com a cabeça dentro d’água. Ela escuta, mas não com nitidez — e, nos primeiros anos, é dessa nitidez que depende o aprendizado dos sons da fala.
Meses de audição abafada podem significar atraso de linguagem, troca de letras, dificuldade de alfabetização e rótulos injustos de “desatenta” ou “preguiçosa”. O diagnóstico a tempo evita esse caminho.
Como reduzir o risco de novas otites?
Manter o calendário vacinal em dia (pneumocócica e influenza têm impacto direto); Amamentar, quando possível, pelo efeito protetor nos primeiros meses; Nunca oferecer mamadeira com a criança deitada; Manter o ambiente livre de fumaça de cigarro; Fazer lavagem nasal em períodos de resfriado e durante a seca; Tratar a rinite alérgica de forma contínua, e não apenas nas crises; Secar bem as orelhas após a piscina, sem cotonete. Perguntas frequentes
Toda otite precisa de antibiótico? Não. Muitos casos são virais e melhoram com analgesia e observação. A indicação depende da idade, da intensidade dos sintomas e do achado no exame do tímpano.
Saiu secreção do ouvido. É grave? Geralmente significa que o tímpano se rompeu e drenou — a dor costuma aliviar. A criança precisa ser avaliada, mas o tímpano normalmente cicatriza sozinho.
Piscina pode? Fora das crises, em geral sim. Com otite ativa, perfuração ou tubo de ventilação, a orientação é individual.
Tubo de ventilação prejudica a audição? Ao contrário: ele costuma restaurar a audição comprometida pelo líquido. Na maioria dos casos, é expelido naturalmente após alguns meses.
Quantas otites por ano são demais? Como referência, três episódios em seis meses ou quatro em um ano justificam investigação especializada — assim como líquido no ouvido por mais de três meses.
Meu filho já faz acompanhamento com pediatra. Preciso do otorrino? O pediatra conduz muito bem os episódios isolados. O otorrinolaringologista entra quando há repetição, suspeita de perda auditiva, atraso de fala ou necessidade de avaliar adenoide e tuba auditiva.
Agende uma avaliação em Goiânia
Se a dor de ouvido virou rotina na sua casa, se seu filho pede para repetir as frases ou se a fala está demorando a engrenar, vale investigar a causa — e não apenas tratar mais um episódio.
Dra. Mayara Moreira de Deus — otorrinolaringologista pediátrica em Goiânia. Avaliação completa de ouvido, nariz e audição, com linguagem clara para a família e condutas pensadas para interromper o ciclo das otites.
Agende sua consulta e cuide da audição do seu filho.
Conteúdo de caráter informativo. O diagnóstico e o tratamento dependem de avaliação médica individual.



