· Mayara Moreira de Deus · 8 min read
Amigdalectomia em Goiânia: quando retirar as amígdalas é o melhor caminho

Amigdalectomia em Goiânia — Dra. Mayara Moreira de Deus (Otorrinolaringologista Pediátrica)
Amigdalite atrás de amigdalite.
Antibiótico a cada dois meses.
Faltas na escola — ou no trabalho. Ou, em outro cenário, amígdalas tão grandes que a criança ronca, engasga durante o sono e acorda sem energia.
A amigdalectomia é a cirurgia de remoção das amígdalas palatinas, indicada justamente nesses quadros em que o tecido deixou de proteger e passou a causar problemas repetidos.
Em Goiânia, a Dra. Mayara Moreira de Deus, otorrinolaringologista com atuação em otorrinolaringologia pediátrica, conduz a avaliação, a cirurgia e o pós-operatório com critérios bem definidos e comunicação clara com a família.
O que são as amígdalas e por que elas adoecem?
As amígdalas palatinas são dois conjuntos de tecido linfático localizados nas laterais da garganta, visíveis quando a boca se abre. Fazem parte das defesas do organismo nos primeiros anos de vida, em conjunto com a adenoide.
O problema surge em duas situações principais:
Infecções de repetição: as amígdalas passam a ser porta de entrada e reservatório de bactérias, gerando dores de garganta frequentes, febre, placas de pus e uso repetido de antibióticos.
Aumento de volume (hipertrofia): mesmo sem infectar, amígdalas muito grandes estreitam a passagem de ar e atrapalham a respiração e a deglutição, sobretudo durante o sono.
Sinais que merecem atenção:
dores de garganta frequentes, com febre e placas; ronco alto, sono agitado e pausas respiratórias; respiração pela boca e sono não reparador; dificuldade ou lentidão para engolir alimentos sólidos; mau hálito persistente e saída de “bolinhas” esbranquiçadas (cáseos); voz abafada e baixo ganho de peso em crianças. Como a indicação é definida
A decisão pela cirurgia nunca se baseia em um episódio isolado. A avaliação da Dra. Mayara inclui:
Contagem objetiva dos episódios de amigdalite no último ano e nos anos anteriores, com documentação de febre, placas e uso de antibiótico. Exame otorrinolaringológico completo, com classificação do grau de aumento das amígdalas e avaliação da adenoide (nasofibroscopia quando indicada). Investigação do sono — história de ronco e pausas; polissonografia em casos selecionados. Exames complementares conforme o quadro, incluindo avaliação pré-operatória e exames laboratoriais. Conversa franca com a família sobre o que esperar, alternativas e o melhor momento de operar.
Quadros mais leves podem ser acompanhados clinicamente. A amigdalectomia é indicada quando as infecções recorrentes ou a obstrução respiratória comprometem de forma consistente a saúde e a rotina do paciente.
Como é realizada a cirurgia?
A amigdalectomia é feita em ambiente hospitalar, sob anestesia geral, com equipe de anestesia habituada a pacientes pediátricos.
Acesso pela boca: não existem cortes externos nem cicatrizes aparentes. Remoção completa das amígdalas palatinas, com técnica escolhida conforme o caso e controle rigoroso do sangramento. Duração média: cerca de 40 a 60 minutos. Internação: normalmente de um dia, com alta após período de observação e boa aceitação de líquidos.
Quando a adenoide também está aumentada — situação muito comum em crianças — os dois procedimentos são realizados no mesmo tempo cirúrgico (adenoamigdalectomia), evitando uma segunda anestesia.
Técnicas modernas: amigdalectomia por Coblation
A cirurgia de amígdalas evoluiu bastante nas últimas décadas. Durante muito tempo, as opções se resumiam à dissecção fria (bisturi frio, com controle do sangramento por amarrias ou cautério) e ao eletrocautério, que trabalha com temperaturas muito elevadas e provoca maior lesão térmica nos tecidos ao redor — um dos fatores ligados à dor do pós-operatório.
Entre as técnicas contemporâneas, a que mais mudou a experiência do paciente é a Coblation (do inglês controlled ablation, ou ablação controlada).
Como a Coblation funciona?
O aparelho emite energia de radiofrequência bipolar através de uma solução salina, formando um campo de plasma iônico que dissolve as ligações moleculares do tecido em temperaturas baixas — em torno de 60 °C, contra os 400 °C a 600 °C do eletrocautério convencional.
Na prática, isso significa remover o tecido amigdaliano com mínima lesão térmica das estruturas vizinhas, especialmente da musculatura da faringe — justamente a região responsável pela dor ao engolir no pós-operatório. O corte e a coagulação acontecem no mesmo movimento, o que reduz o sangramento durante a cirurgia.
Duas formas de aplicação Amigdalectomia total (extracapsular) por Coblation — remoção completa das amígdalas, com a cápsula. É a escolha em casos de amigdalites de repetição, abscesso prévio, cáseos persistentes ou quando o tecido precisa ser analisado.
Amigdalotomia parcial / intracapsular (Coblation-assisted tonsillotomy) — redução do volume das amígdalas preservando uma fina camada de tecido e a cápsula, que funciona como uma “proteção biológica” sobre a musculatura. Indicada principalmente em crianças com hipertrofia obstrutiva e apneia do sono, sem histórico de infecções de repetição.
O que a técnica costuma oferecer?
Menos dor no pós-operatório e menor necessidade de analgésicos, com diferença mais evidente na técnica intracapsular; Retorno mais rápido à alimentação normal, à escola e às atividades de rotina; Menor sangramento durante o procedimento; Cicatrização mais confortável, com menos dor irradiada para os ouvidos; Em crianças, um pós-operatório mais previsível — e famílias menos ansiosas. Pontos que merecem transparência
Nenhuma técnica é superior em todas as situações, e é honesto dizer isso:
A amigdalotomia intracapsular preserva tecido e, por isso, existe uma possibilidade — pequena, mas real — de recrescimento ao longo dos anos, com necessidade de nova abordagem em casos isolados; Quem tem amigdalites bacterianas de repetição costuma se beneficiar mais da remoção completa, já que o tecido remanescente pode continuar infectando;
A Coblation exige equipamento específico e material descartável, o que impacta custo e disponibilidade e nem sempre está incluído na cobertura de todos os convênios;
O risco de sangramento tardio existe em qualquer técnica e depende também de fatores individuais e dos cuidados no pós-operatório.
A escolha da técnica é individual. Na consulta, a Dra. Mayara avalia o motivo da cirurgia (obstrução ou infecção), a idade, o grau de aumento das amígdalas e o histórico de saúde para indicar o método com a melhor relação entre segurança, resultado e conforto na recuperação — e explica essa escolha para a família antes do procedimento.
Benefícios esperados
Queda expressiva no número de amigdalites e no uso de antibióticos ao longo do ano. Sono mais tranquilo, com redução do ronco e das pausas respiratórias. Respiração e deglutição mais fáceis, com melhora do apetite e do ganho de peso em crianças. Fim do mau hálito associado ao acúmulo de cáseos. Mais disposição no dia a dia, com reflexos na escola, no humor e na rotina da família. Menos faltas escolares e de trabalho, para a criança e para os pais. Recuperação: o pós-operatório exige paciência
Esta é a principal diferença em relação a cirurgias como a adenoidectomia isolada: a recuperação da amigdalectomia é mais desconfortável e leva, em média, de 10 a 14 dias. Saber disso de antemão faz toda a diferença.
O que esperar e como cuidar:
Dor de garganta significativa, que pode irradiar para os ouvidos por volta do 3º ao 7º dia — é esperado e tem manejo medicamentoso. Analgesia em horários fixos, e não apenas quando a dor aparece, conforme a prescrição. Hidratação é prioridade absoluta: líquidos frios e gelados aliviam e previnem complicações. Dieta fria e pastosa nos primeiros dias, evoluindo gradualmente; nada de alimentos duros, ácidos, apimentados ou muito quentes. Placas esbranquiçadas no leito cirúrgico são parte da cicatrização normal, não infecção. Repouso relativo por cerca de 14 dias, sem esforço físico, educação física, natação ou exposição prolongada ao sol. Retornos ao consultório para acompanhar a cicatrização.
Procure atendimento imediato em caso de: sangramento pela boca ou nariz, febre alta persistente, vômitos repetidos ou recusa completa de líquidos.
Quem pode se beneficiar da amigdalectomia?
Crianças e adultos com amigdalites bacterianas de repetição ao longo do ano; Pacientes com ronco, sono fragmentado e apneia obstrutiva por amígdalas aumentadas; Casos de abscesso periamigdaliano prévio; Pessoas com cáseos e halitose persistentes, sem resposta a medidas clínicas; Crianças com dificuldade para engolir e baixo ganho de peso associados ao aumento amigdaliano; Situações específicas que exijam análise do tecido removido.
Perguntas frequentes sobre amigdalectomia
Retirar as amígdalas diminui a imunidade? Não. Outras estruturas do sistema imunológico assumem essa função. Na prática, pacientes operados por infecções de repetição costumam adoecer menos depois da cirurgia.
Existe idade mínima para operar? Não há um número fixo. A indicação depende da gravidade dos sintomas e do impacto na saúde, e é avaliada caso a caso.
Adulto também pode fazer a cirurgia? Sim. A indicação é semelhante, embora a recuperação em adultos tende a ser um pouco mais longa e dolorida.
As amígdalas podem crescer de novo? Quando a remoção é completa, a recidiva é rara. Restos de tecido podem eventualmente permanecer, sem gerar os mesmos sintomas na maioria dos casos.
A Coblation dói menos mesmo? Os estudos apontam, em média, menos dor e retorno mais rápido à rotina em comparação com o eletrocautério — sobretudo na técnica intracapsular. Ainda assim, desconforto de garganta nos primeiros dias é esperado em qualquer técnica.
Coblation serve para todo mundo? Não. É especialmente vantajosa em crianças com amígdalas aumentadas e apneia do sono. Em casos de infecções de repetição ou abscesso prévio, a remoção completa continua sendo a conduta mais indicada — e também pode ser feita com Coblation.
Quando a criança volta para a escola? Em geral entre 10 e 14 dias, conforme a dor, a alimentação e a orientação individual.
Agende sua avaliação em Goiânia
Se as amigdalites se repetem, se o ronco virou rotina ou se o sono do seu filho não é reparador, o primeiro passo é uma avaliação especializada — que nem sempre termina em cirurgia, mas sempre esclarece o caminho.
Dra. Mayara Moreira de Deus — otorrinolaringologista pediátrica em Goiânia. Diagnóstico criterioso, condutas explicadas com clareza e cuidado voltado ao paciente e à família.
Agende sua consulta e descubra se a amigdalectomia é indicada para o seu caso.



